AS EMPRESAS DE MAIOR VALOR DE ATIVOS INTANGÍVEIS DO PAÍS

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Produtos, máquinas e equipamentos podem significar menos para as empresas do que a sua marca, know-how, capacidade de desenvolvimento tecnológico, inovação, patentes, licenças, relacionamento com clientes ou mesmo o seu capital intelectual. Estes valores, conhecidos como ativos intangíveis, quando mensurados, podem valer no mercado muitas vezes mais que os ativos tangíveis descritos em um balanço contábil e podem representar até 98% do valor total de mercado da empresa.

Estudo realizado pela IAM – Intangible Asset Management Consultoria, em parceria com a The Brander e Brand Finance, acaba de apontar as empresas brasileiras de maior valor de ativos intangíveis, após o pior momento da crise mundial e tendência de recuperação econômica. Pela ordem, as dez maiores são :

  • Bradesco (R$ 51,3 bilhões)
  • Petrobras (R$ 50,5 Bilhões)
  • Itaú Unibanco (R$ 48,2 bilhões)
  • Ambev (R$ 43,4 bilhões)
  • Banco do Brasil (R$ 39,7 bilhões)
  • Vale (R$ 32,5 bilhões)
  • Gerdau (R$ 15,8 bilhões)
  • Vivo (R$ 11,3 bilhões)
  • Natura (R$ 10,4 bilhões)
  • CSN (R$ 8,9 bilhões)

Considerando-se apenas as dez listadas, totalizamos R$ 401,4 bilhões, ou seja, 23% de todo intangível das empresas listadas em bolsa no Brasil.

De acordo com o CEO e Sócio da IAM Consulting e Brand Finance para América do Sul, Gilson Nunes, após um declínio do valor dos intangíveis no Brasil decorrente da crise mundial no final de 2008, estes tiveram uma enorme recuperação, passando de 17,8% do valor de mercado de todas as empresas listadas na Bovespa em dezembro de 2008, para 45,6% em junho de 2009. “Apesar de não ter atingido ainda o patamar de 2007 – 59,1% do valor de mercado total, a recuperação foi notável e os ativos intangíveis no país somam hoje R$ 1,38 trilhões”, explica Nunes.

Mas, segundo o consultor, comparado a outros países, o Brasil ainda é um país com forte presença de empresas de capital tangível. Este valor representa apenas 0,6% da soma de todos os ativos intangíveis das empresas listadas em bolsa no mundo, uma pequena contribuição considerando o porte do país. A média mundial é de 66% de ativos intangíveis como proporção do valor de mercado das empresas em bolsa.

O levantamento confirma que os bancos tiveram forte presença em termos de valor de intangíveis, graças à sua natureza predominantemente de serviços, somado aos investimentos em tecnologia, capital humano, marca e inovação realizados no passado em época de elevada inflação. “Este foi um dos raros setores pouco impactados pela crise em termos de ativos intangíveis. Destaque deve ser dado ao Bradesco, em particular pela forte presença no Brasil, inovação e tecnologia de ponta. Já as empresas que dependem mais das exportações ou atuam no mercado externo como Vale, Gerdau e CSN tiveram as maiores reduções no valor dos seus intangíveis no período da crise, apesar de terem tido uma boa recuperação recente. A Petrobras, em função de sua tecnologia de ponta de retirar petróleo do oceano, know how, entre outros, acabou contrabalançada em termos de impacto da crise e não foi tão afetada como as demais empresas que dependem do mercado externo. Por isso, não registrou grande queda em seus intangíveis e sua recuperação foi melhor com a atual retomada econômica dos mercados.

Empresas brasileiras têm até o final do ano para se adaptar às normas da IFRS

Profundas mudanças nas regras contábeis estão previstas na gestão das companhias brasileiras, em função da adoção no País, a partir de 2010, da Legislação Mundial IFRS – International Financial Reporting Standards, conforme já determinado pela Lei 11.638, em dezembro de 2007. Entre as novas regras destaca-se a inclusão dos ativos intangíveis, incluindo marca – que chega a representar cerca de 70% do valor total de intangíveis, em processos de fusão, aquisição, combinação de negócios e outras operações do porte. Para Gilson Nunes, o avanço rumo às novas regras é visível, uma vez que algumas empresas já começaram a reportar dados de ativos intangíveis. Antes de 2008, era praticamente zero o valor declarado e em 2009 constatou-se um valor declarado de R$ 42,8 bilhões de ativos intangíveis, apenas nas 10 maiores empresas do estudo realizado pela IAM Consulting e Brand Finance.

Pesquisa recente realizada pela IAM Consulting e Brand Finance com “C level” de 22 das 100 maiores empresas do Brasil, revelou que não existe um tratamento estratégico dos ativos intangíveis para 82% destas companhias. Por outro lado, 65% destas empresas não conhecem ou não sabem medir e gerenciar o impacto em termos de valor agregado destes ativos para seus negócios. Apesar disto, 98% acredita que os ativos intangíveis são cruciais para seus negócios em termos de diferenciação e vantagem competitiva em seus mercados de atuação. Por fim, 87% das empresas têm a intenção de medir e gerenciar estrategicamente seus ativos intangíveis a curto e médio prazos.

Sobre a IAM Consultoria

A IAM é uma empresa internacional, lançada por Gilson Nunes no Brasil, em janeiro de 2008. É inteiramente focada em avaliação e gestão estratégica de ativos intangíveis, risco de imagem e reputacional, avaliação para balanço, fusão, aquisição, joint venture, planejamento tributário, entre outros. Atua em parceira com a Brand Finance no Brasil.

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